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Fui procurar quem eu sou e o que quero fazer

 

 

Por Fabricio Castro

Eu sempre soube que era diferente, olhava para o avesso enquanto tinha gente olhando para o direito. Fingia que não, que eu conseguia ser e fazer coisas da mesma forma que meus amigos e familiares. Afinal, se todos estavam tocando as suas vidas e fingindo estarem satisfeitos, eu deveria fazer o mesmo. Só que não.

 

Há pouco mais de um ano decidi parar de achar que tá tudo bem e que a vida era aquilo mesmo. 

Na minha pequena trajetória de trabalho tradicional passei por uma assessoria organizacional, SAC, help desks e por último um estágio no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, época em que estava cursando Administração.

Me deu um “click”. Pedi o fim do contrato de estágio. Não estava dando mais para ver os aviões pela janela e me sentia angustiado, com vontade de sumir. Percebi que o meu tempo estava sendo desperdiçado não estando presente no que fazia.

Meses depois tranquei a universidade. Imagina: um cara de 23 anos, com aparentemente tudo que podia querer, chegando em casa falando que quer desconstruir o que tinha feito até então. Minha família surtou, claro! Mas eu tive que fazer isso por mim. Também saí da minha banda e me afastei de pessoas que pouco acrescentavam. Precisava de um tempo de recolhimento e busca.

Eu não quis seguir o roteiro para ser bem sucedido que eu via a galera seguir. Não queria ser alguém na vida. Queria ser eu mesmo na minha vida.

O mundo tem mais de 7 bilhões de pessoas. Eu achava que era um E.T. Mas sou a pessoa de número 5,438,913,715 (obrigado pela precisão BBC). Apenas tentando viver nesse mundo maluco, como você.

A busca

Me permiti experimentar e fui seguindo. Revirava a internet procurando pessoas, modos de vida e referências no geral, escrevi, desenhei, fiz diversos cursos abertos na internet sobre tecnologia. A mistura de tudo isso me levou a começar projetos paralelos que me fizeram chegar onde estou. É um caminho de aprendizagem autodirigida.  

Cheguei até o conceito de Economia Compartilhada, achei incrível o que estava acontecendo e fui investigar outras “novas” economias. Em certo momento fui parar no Empreender-se, um experimento de Economia Colaborativa. A forma de organização em rede me afeta até hoje, trouxe descobertas alinhadas com o que acredito. 

Os experimentos de gestão em rede e inspiração de outros modelos, me levaram a co-fundar o Grupo Fluxum com a Elis e o Fernando. Somos uma agência de comunicação voltada ao novo mundo, mais criativo, colaborativo e Open Source. Lá nenhuma função é mais importante do que outra e a liderança é situacional.

Tenho a cultura do ‘faça você mesmo’ e da gambiarra em muitos momentos, e estou fazendo disso uma forma de dar ferramentas para que as pessoas se apropriem. É fazer o que pode com o que se tem. Não sou designer, mas tenho que criar minhas peças gráficas na maioria dos casos. Não sou fotógrafo, mas gosto de tirar e editar fotos. Não sou comunicador, mas aprendi a comunicar meus projetos da minha forma autodidata e intuitiva. Não me vejo como um bom escritor e escrevo…Quando você tem que se virar acaba sendo tudo mesmo.

O que eu deixo para você

Chega de olhar para o que está faltando. Tá na hora de olhar para o que temos, e é de uma grandiosidade que se você descobre e aceita, não acredita.

Quando descobri o que está nas minhas mãos veio a pergunta “o que eu faço com tudo isso?”. Ainda não descobri, mas vou fazendo mesmo assim. Nós somos criativos, multipotentes, mudamos toda hora sendo mil pessoas num só corpo. Sabe o que é foda? Dificilmente alguém vai te falar que isso é ótimo.

“O mundo não funciona assim! Tem que focar! Você tem que escolher o que quer da vida! Parece que nada te agrada!”. Acho isso um condicionamento mental egoísta. Vamos dizer “sim” um pouco? Acolher e sofrer junto? Sofrer do lado que atira facas “todo mundo” já sofre.

Comece a viver por você, pelos seus sonhos. Se eu parar para pedir validação para todo mundo, me convenço que não sou nada, não tenho nada e o que faço não tem importância, mas nenhuma dessas coisas é verdade. Todo mundo é bom em alguma coisa, mesmo que não reconheça. Tem gente procurando o que você é e faz.

É novo esse momento que estamos passando. Não dá para falar para qualquer pessoa se jogar que dá certo, pois não tenho receita sobre viver do que gosta, estou tentando e construindo. A única certeza é que não tenho certeza de nada e que não quero fazer coisas que suguem a minha energia.

Não é fácil ser pioneiro. Se juntar com outros pioneiros e tentar é uma boa escolha.

Gratidão!

Por Fabricio Castro

Para me encontrar:

E-mail: fabricio.ncastro@gmail.com

Blog: https://medium.com/fabriciocastro

Loja: https://www.colab55.com/@estudiofnoleto

Fluxum: http://grupofluxum.tk/

Sobre o Autor

Receitas pra ser feliz

Somos um grupo de pessoas que acredita que podemos criar futuros desejáveis se buscarmos enxergar a abundância através de uma visão positiva da vida. Por isso, reunimos conteúdo sobre qualidade de vida, novas formas de trabalho, empreendedorismo criativo, sociedade, faça você mesmo e vários outros temas.

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